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Entenda como evitar erros médicos.

Erro médico: conheça os principais e como evitá-los?

O risco do erro médico é um pesadelo que acompanha quem trabalha na área da medicina. Afinal, nenhum médico deseja cometer qualquer equívoco que coloque em risco a saúde de seu paciente e a sua credibilidade profissional.

E, apesar de ser um conceito bastante amplo, saber definir o que é um erro médico é o primeiro passo para se manter longe dele.

Pensando nisso, criamos esse artigo especial, que trata sobre os principais erros que podem acontecer no atendimento aos pacientes. Juntamente com essa definição, também preparamos um guia com as melhores maneiras de evitar um erro médico em sua carreira.

Confira!

O que podemos entender por erro médico?

Principais erros médicos e como evitá-los.

Erro médico, como adiantamos, é um conceito complexo que envolve diversas nuances. Em termos gerais, podemos defini-lo como:

– Ação ou omissão por parte do profissional de saúde que, durante o processo de diagnóstico, tratamento ou acompanhamento do paciente, desvia-se do padrão de conduta esperado para a situação;

– Falha que pode resultar em dano ao paciente, seja ele físico, psicológico, moral ou financeiro.

Mas, antes de darmos prosseguimento ao nosso conteúdo, é importante ressaltar que nem todo resultado negativo em um procedimento médico configura um erro. Imprevistos e eventos adversos podem ocorrer mesmo com a conduta médica adequada.

Para caracterizar um erro médico, é necessário considerar:

– A conduta do profissional: Se ele agiu de acordo com o conhecimento científico e técnico atualizado e com os protocolos de sua área de atuação;

– O resultado do procedimento: Se o dano ao paciente poderia ter sido evitado com uma conduta médica adequada;

– A relação de causa e efeito: Se existe uma ligação direta entre a conduta do profissional e o dano sofrido pelo paciente.

Definição de erro médico do Conselho Federal de Medicina

O Conselho Federal de Medicina também possui a sua definição formal sobre erro médico. O CFM, através do Código de Ética Médica, define o erro médico como: “Ação ou omissão do médico, no exercício da medicina, que cause dano ao paciente, por negligência, imprudência ou imperícia” (Artigo 1º)”.

Para que você entenda a grandeza da definição, vale a pena reforçarmos alguns pontos previstos pelo CFM e que são essenciais para compreender a importância do tema:

– Negligência: É a falta de cuidado, atenção ou zelo. O médico negligente deixa de tomar as medidas necessárias para evitar o dano ao paciente;

– Imprudência: É a falta de cautela ou cuidado. O médico imprudente age de forma precipitada ou sem os cuidados necessários, colocando o paciente em risco;

– Imperícia: É a falta de conhecimento técnico ou habilidade. O médico imperito não possui o conhecimento ou a experiência necessária para realizar o procedimento, o que pode levar a danos ao paciente.

Responsabilidade civil médica

A responsabilidade civil médica se baseia na obrigação do médico de reparar o dano causado ao paciente por culpa sua, seja por negligência, imprudência ou imperícia. Essa responsabilidade é objetiva, ou seja, o médico é responsável pelo dano mesmo que não tenha agido com intenção de causá-lo.

Para que a responsabilidade civil médica seja configurada, é necessário que haja:

– Dano ao paciente: O dano pode ser físico, psicológico, moral ou financeiro;

– Relação de causa e efeito: É preciso provar que o dano foi causado pela conduta do médico;

– Culpa do médico: O médico pode ter agido com negligência, imprudência ou imperícia.

Em caso de erro médico que cause dano ao paciente, este pode:

– Exigir do médico a reparação do dano: O paciente pode pedir indenização por danos materiais (gastos com tratamento médico, medicamentos, etc.), danos corporais (sequelas, incapacitação), danos morais (sofrimento, angústia) e danos estéticos (deformidades);

– Acionar o seguro de responsabilidade civil do médico: Se o médico tiver um seguro de responsabilidade civil, a seguradora poderá arcar com a indenização do paciente;

– Procurar o Conselho Regional de Medicina (CRM): O CRM é o responsável por investigar e punir os médicos que cometerem erros.

Responsabilidade penal médica

A responsabilidade penal médica se baseia na aplicação de uma pena ao médico que, no exercício da medicina, causar dano ao paciente por dolo (intenção) ou culpa grave.

Para que a responsabilidade penal médica seja configurada, é necessário que haja:

– Dano ao paciente: O dano pode ser físico, psicológico, moral ou financeiro;

– Relação de causa e efeito: É preciso provar que o dano foi causado pela conduta do médico;

– Dolo ou culpa grave do médico: O médico deve ter agido com intenção de causar o dano ou com culpa grave, que é equivalente à negligência grosseira.

Os crimes mais comuns relacionados à responsabilidade penal médica são:

– Lesão corporal: Causar dano à saúde do paciente, sem intenção de matar;

– Homicídio culposo: Causar a morte do paciente por culpa;

– Omissão de socorro: Deixar de prestar socorro ao paciente em situação de perigo.

Em caso de erro médico que configure crime, o paciente pode representar criminalmente contra o médico, fazendo uma denúncia na delegacia de polícia ou no Ministério Público.

Além disso, o paciente pode entrar com uma ação judicial contra o médico para pedir indenização pelos danos sofridos.

É importante ressaltar que a responsabilidade civil e a responsabilidade penal médica são independentes. Ou seja, o médico pode ser responsabilizado civilmente e penalmente pelo mesmo erro.

Principais tipos de erro médico

Agora que já conceituamos o erro médico e as responsabilidades aplicadas a essas situações, vamos falar a respeito dos principais tipos de erros que podem acontecer durante a prática da medicina.

Imperícia

Imperícia refere-se à falta de habilidade técnica ou conhecimento necessários para realizar uma determinada tarefa. Isso pode ocorrer quando um profissional não possui treinamento adequado ou experiência para lidar com uma situação específica.

Um exemplo de imperícia, para que você compreenda melhor, seria o de um cirurgião dentista tentar realizar um procedimento de implante dentário avançado sem ter recebido treinamento adequado nesse tipo específico de procedimento. Como resultado, ele comete erros durante a cirurgia, causando danos aos tecidos circundantes.

Imprudência

A imprudência envolve a falta de cautela ou cuidado na realização de uma atividade, onde o profissional não considera adequadamente os riscos envolvidos.

Nesse caso, pense no exemplo de um médico que decide realizar uma cirurgia em um paciente sem revisar completamente seu histórico médico, incluindo alergias conhecidas a medicamentos. Durante a cirurgia, o médico administra um medicamento ao qual o paciente é alérgico, resultando em uma reação grave.

Negligência

A negligência ocorre quando um profissional não cumpre adequadamente suas responsabilidades, falhando em fornecer o nível adequado de cuidado esperado em determinada situação.

Um exemplo que define negligência seria o de um enfermeiro que deixa de realizar verificações regulares em um paciente internado na UTI, negligenciando os sinais de deterioração do estado de saúde do paciente. Como resultado, uma condição grave não é detectada a tempo, resultando em complicações adicionais para o paciente.

Quais os erros médicos mais comuns?

Dentro do escopo do erro médico, ainda é possível subdividi-los em:

Erros de diagnóstico

Os erros de diagnóstico podem ser classificados da seguinte forma:

– Diagnóstico incorreto: Isso ocorre quando o médico identifica a doença de forma errada, o que pode resultar em atraso no tratamento apropriado. Por exemplo, um paciente com pneumonia é diagnosticado erroneamente com gripe;

– Falta de diagnóstico: Quando o médico não consegue identificar a doença, isso pode levar à progressão da mesma sem intervenção adequada. Por exemplo, um tumor não é detectado em exames, permitindo que a doença avance;

– Diagnóstico tardio: Neste caso, o diagnóstico é feito em um estágio avançado da doença, tornando o tratamento mais difícil. Por exemplo, uma doença cardíaca grave é diagnosticada tardiamente, após a ocorrência de danos significativos.

Erros cirúrgicos

Erros cirúrgicos são aqueles relacionados a qualquer tipo de cirurgia pelo qual o paciente tenha passado, e que tenha gerado consequências negativas. Por exemplo:

– Cirurgia no local errado: O médico realiza uma cirurgia no local ou órgão errado do corpo do paciente;

– Lesão de estruturas adjacentes: Durante a cirurgia, o médico causa danos a órgãos ou tecidos adjacentes ao local da operação;

– Deixar objetos dentro do paciente: Ocorre quando instrumentos ou outros objetos são deixados dentro do corpo do paciente após a cirurgia.

Erros instrumentais

Os erros instrumentais envolvem:

– Erros na administração de medicamentos: Isso inclui a administração do medicamento errado, em uma dose inadequada ou por via incorreta;

– Erros na utilização de equipamentos: Ocorre quando o médico utiliza equipamentos de forma inadequada, o que pode resultar em danos ao paciente;

– Falhas na esterilização de instrumentos: O uso de instrumentos não esterilizados pode levar a infecções no paciente após procedimentos.

Tratamentos inadequados

Ainda, o erro médico pode se classificar dentro de tratamentos inadequados, que são:

– Prescrição de medicamentos inadequados: Isso acontece quando o médico prescreve um medicamento que não é eficaz para a doença do paciente ou que apresenta contraindicações;

– Tratamento incompleto: O tratamento é interrompido antes da cura completa da doença, o que permite que ela retorne ou progrida;

– Falta de acompanhamento do paciente: O médico não acompanha o paciente de forma adequada, não monitorando a evolução da doença ou os efeitos do tratamento de maneira regular.

Quando o profissional é responsabilizado por um erro médico?

Um profissional de saúde pode ser responsabilizado por um erro médico quando sua conduta ou prática não atende ao padrão de cuidado aceitável para sua profissão e especialidade. Isso pode resultar em danos ou lesões ao paciente. 

Os seguintes critérios geralmente determinam quando um profissional é considerado responsável por um erro médico:

– Padrão de cuidado: O profissional de saúde tem o dever legal e ético de fornecer um padrão de cuidado adequado ao paciente, de acordo com os padrões aceitos na comunidade médica. Isso significa que ele deve agir com a mesma competência e habilidade que outros profissionais em circunstâncias similares agiriam;

– Violação do dever de cuidado: Se o profissional falhar em fornecer o cuidado adequado, seja por meio de um diagnóstico incorreto, tratamento inadequado, erro cirúrgico, prescrição inadequada de medicamentos, falta de acompanhamento adequado do paciente, entre outros, ele pode ser considerado em violação do dever de cuidado;

– Causa e efeito: Deve ser demonstrado que o erro do profissional foi a causa direta ou contribuinte para os danos sofridos pelo paciente. Em outras palavras, os danos não teriam ocorrido se não fosse pela conduta inadequada do profissional;

– Danos: O paciente deve ter sofrido danos físicos, emocionais, financeiros ou outros tipos de danos como resultado do erro médico. Esses danos podem incluir complicações médicas adicionais, custos médicos adicionais, perda de renda, sofrimento mental, entre outros.

Se esses critérios forem atendidos, o profissional de saúde pode ser responsabilizado por um erro médico. 

Em alguns casos, isso pode resultar em uma ação legal movida pelo paciente ou seus representantes legais, buscando compensação pelos danos sofridos. 

Além disso, as instituições de saúde também podem enfrentar responsabilidade vicária pelos erros de seus funcionários, dependendo das circunstâncias.

Como evitar erros médicos?

Evitar erros médicos é uma responsabilidade ética e profissional de todos os envolvidos na área da saúde. Para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes, é fundamental implementar medidas eficazes que minimizem riscos e possibilitem a excelência no atendimento.

E depois de entender a gravidade e as consequências que um erro médico pode causar, você deve estar interessado em saber como evitar essas situações.

Veja as nossas dicas:

Tenha um posicionamento preventivo

Adote uma cultura de segurança, que vai desde priorizar a segurança do paciente em todas as etapas do atendimento, desde a marcação da consulta até a alta médica, até implementar e seguir protocolos específicos para cada procedimento, minimizando a chance de falhas e garantindo a padronização das práticas.

Outras ações preventivas que devem ser tomadas são treinamentos periódicos, para capacitação da equipe médica e assistencial em temas como segurança do paciente, comunicação eficaz e gestão de riscos.

Por fim, promova a comunicação aberta e incentive a comunicação clara e transparente entre todos os membros da equipe, facilitando a troca de informações e a identificação de problemas.

Treine a comunicação entre a equipe

Nem sempre você estará trabalhando com uma equipe experiente no mundo médico. Por isso, vale a pena utilizar uma comunicação clara e concisa, simples e fácil de compreender. Evite termos técnicos que possam gerar dúvidas ou interpretações errôneas.

Além disso, adote a prática de confirmação e checagem: confirme verbalmente e por escrito todas as informações importantes, como ordens médicas, resultados de exames e medicações.

E não se esqueça de trabalhar a comunicação com o paciente, informando-o sobre seu estado de saúde, procedimentos a serem realizados e riscos envolvidos.

Conheça a legislação e os deveres da sua especialidade

Ter conhecimento sobre o tema sempre irá ajudá-lo a evitar os erros. Por isso, aprofunde-se nos estudos sobre o Código de Ética Médica e siga seus princípios e normas.

Também conheça as leis e normas que regulamentam sua especialidade médica e siga-as rigorosamente. Esteja ciente dos seus deveres como profissional da saúde, incluindo o dever de cuidado, diligência e responsabilidade.

Mantenha todas as documentações dos procedimentos/pacientes arquivadas

É sua responsabilidade todo e qualquer tipo de dado sobre seus pacientes. Por isso, sempre preencha os prontuários de forma completa, legível e com todas as informações relevantes sobre o paciente e seu tratamento.

Mantenha os prontuários armazenados em local seguro e com acesso restrito aos profissionais autorizados e utilize recursos tecnológicos para a digitalização e armazenamento seguro dos prontuários, facilitando o acesso e a consulta.

Foco no atendimento humanizado

Estabeleça uma relação de confiança com o paciente, ouvindo suas dúvidas e preocupações com atenção e respeito.

Esse tipo de tratamento individualizado, que consiste em considerar as necessidades e individualidades de cada paciente ao elaborar o plano de tratamento, é essencial para aumentar o seu conhecimento sobre o histórico médico, evitando o risco de erro médico.

Além disso, ofereça suporte emocional ao paciente e seus familiares durante todo o processo de tratamento.

Não erre mais no seu marketing: conte com o Método 3a!

No ambiente médico, o marketing desempenha um papel crucial na construção da reputação e na comunicação eficaz com os pacientes. No contexto ainda mais delicado do erro médico, uma estratégia de marketing sólida é ainda mais importante para transmitir credibilidade e compromisso com a segurança do paciente.

O Método 3a oferece uma abordagem estratégica e inovadora para o marketing na área da saúde, focada não apenas na promoção de serviços, mas também na construção de uma marca sólida e confiável. 

Ao evitar erros comuns no marketing, essa metodologia ajuda os profissionais a fortalecerem sua presença no mercado e a conquistarem a confiança dos pacientes.

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